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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Passe online tem prazo de validade!

Como vocês sabem, Need for Speed: Hot Pursuit foi lançado há mais de um ano, em novembro de 2010. Recentemente, um usuário do fórum NeoGAF decidiu comprar uma cópia nova do jogo e foi surpreendido. O infame “online pass”, código que dá acesso às funções multiplayer, não estava mais valendo. Isso mesmo: um game lacrado, direto da loja, mas com um código cujo prazo de validade já tinha vencido, como se fosse um iogurte.

http://www.kotaku.com.br/files/2011/12/hotpursuit_kotakubr.jpg

Outros usuários decidiram estudar o contrato de licença de uso da Electronic Arts e foram surpreendidos mais uma vez. Eles descobriram uma cláusula que diz que, sim, os passes online podem expirar. O Joystiq entrou em contato com a EA, que deu algumas explicações sobre o caso.

“Pelas regras, nenhum ‘passe online’ deveria expirar, mas alguns jogos têm um prazo limite para a ativação do código, mesmo que sejam jogos recém-comprados”, disse o assessor da EA. Ele ressaltou, porém, que o usuário que for vítima de um passe online expirado tem direito a receber um novo código da EA, gratuitamente.

O que não deixa de ser mais um incômodo para você, que só queria jogar em paz e dentro da lei.

Nova atualização do Xbox 360 impede que você processe a Microsoft

recentemente o Xbox 360 recebeu uma atualização de seu sistema que adicionou novas funcionalidades. Porém, o que talvez nem todos tenham percebido é uma atualização nos termos de serviço que impede os jogadores de processarem a Microsoft.

O novo contrato conta com uma cláusula que especifica que jogadores não podem processar a empresa caso se sintam lesados, sendo necessário apelar para um processo de arbitragem privada, onde uma terceira parte julgaria as alegações de ambos os lados e tomaria uma decisão com o mesmo peso legal de um tribunal.



Curiosamente, há uma exceção no contrato, onde a Microsoft alega que qualquer problema relativo à propriedade intelectual, não se aplicará sob essa cláusula. Isso significa que o jogador não pode processar a Microsoft, mas a empresa fica livre para processar o jogador.

Esse novo modelo de contrato para serviços online se tornou comum para as empresas de videogames desde que a PlayStation Network foi hackeada e a Sony ficou à mercê de incontáveis processos. A Electronic Arts também possui esse tipo de cláusula em seus termos de serviço.

Apesar de inicialmente o processo de arbitragem parecer apenas um serviço de justiça privado, cuja vantagem estaria na velocidade, as empresas costumam dar preferência a essa modalidade por uma tendência a escaparem mais fácil de reclamações e não terem que pagar indenizações tão altas.